sexta-feira, 20 de novembro de 2015

A ROUPA DA MELANCOLIA: O GRUNGE - DESPOJADO E LARGADO

Tenho escolhido estas vestes já há algum tempo. Pelo conforto, pela simples necessidade de me sentir confortável e também traduzir meu estado de espírito. Só não sou sujinha... rsrsrs. Risos à parte, quem melhor para ilustrar a primeira matéria do que Eddie Vedder (paixão platônica assumida). claro, os outros rapazes também merecem destaque, afinal, Eddie Sozinho, soa meio assim... Eu sem Eddie é o mesmo que macarrão sem queijo.

Vamos ao que interessa, eles estão no Brasil e, causando... coisas de rockstar. Lotando arenas, com público cantando cada uma de suas músicas e pasmem, oferecendo espetáculos com mais de três horas e voltando sempre para dois bis, completando uma playlist com mais de 30 músicas. É muito generosidade, não é mesmo.
O Pearl Jam é uma das bandas mais amadas do mundo, e graças aos deuses e deusas e toda e qualquer outra divindade, sem nenhuma morte trágica para abalar o cenário muitas vezes triste do rock and roll com vidas tão jovens sendo ceifadas pelas drogas, que diga-se de passagem, é alimentada pelo pequeno consumidor... vou jogar essa roupa fora porque ela não cabe nesse armário.

O grunge é considerado um subgênero do rock alternativo (não sei bem o porquê dessa palavra, uma vez que o próprio rock and roll já é alternativo em suas raízes... uma alternativa contra a intolerância da sociedade conservadora).


Apesar de grande em seu legado, algumas mentes estúpidas dão ao Kurt Cobain a alcunha de "pai do grunge". Oras, todo bom roqueiro sabe que as raízes do grunge pertencem ao Mudhoney. O cenário do grunge, foi Seatle, cidade em que músicos se ressentiam por darem destaque às cidades de Los Angeles e Nova York. 

Infelizmente, poucas são as bandas grunge que sobrevivem até hoje. Apesar da morte prematura de Laney Staley e Kurt Cobain, o Alice in Chains, Nirvana, Soundgarden e Pearl Jam ainda respiram e continuam fazendo sucesso. 

Este post terá várias continuidades e em cada uma delas, trarei uma banda específica para ilustrar a matéria.

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

DE BODE, NUMA LOUCA PAIXÃO POR EDDIE VEDDER


Uma pausa no dia. Estou curtindo uma paixão platônica pelo Eddie ao som de Nothing As it Seems


Até a próxima!


quarta-feira, 18 de novembro de 2015

A ESTRUTURA MUSICAL DO ROCK'N'ROLL

Já demos uma pincelada no assunto, porém, gostaria de registrar outros fatores. Normalmente o rock é formado por três acordes, um poderoso contratempo e uma melodia arrebatadora, insinuante, estimulante e provocadora, além de muito jovial.

O rock'n'roll é envolvente e apenas quem gosta e é adepto, consegue entender o porquê de tanta paixão por este gênero. Prefiro utilizar o termo gênero por considerar "ritmo" uma métrica de toda e qualquer música.

Apesar da pulsação da música ser orientada através da bateria e seu ritmo, eu vou um pouco mais longe e afirmo que o baixo não é apenas um instrumento de cordas, ele é também um instrumento de percussão. Doideira minha? Sei que por causa dessa observação muitos que entendem de música infinitamente mais do que eu, vão desenterrar a guilhotina e fazer uso dela. Mas vou dizer o porquê dessa minha humilde conclusão. 

Apesar da bateria estar presente o tempo todo marcando o ritmo da música, ou seja, a pulsação, é o baixo que sempre estará presente nos falando ao coração... nunca se esqueçam, o baixo está sempre em conformidade com a bateria, porém, é ele que dá o tom do pulso da música.

Aceitarei as reprimendas oriundas das minhas elucubrações, mas se precisar e estiver disposto a me fazer mudar de ideia, que me apresentem argumentos poderosos, eu sou muito teimosa, mas sou flexível no reconhecimento de um erro quando me apresentam argumentos plausíveis.
Infelizmente não localizei o nome do autor da obra. Se alguém souber, peço que me comuniquem. Obrigada!



SEJA COUNTRY OU SERTANEJO, NÃO IMPORTA. O SOM DA HORA SEMPRE SERÁ O ROCK'N'ROLL

Que vontade de abandonar Nashiville e fazer paradas em Nova York, Los Angeles, Seatle e até mesmo, a longínqua Londres, lugar em que todos querem fazer sucesso. Lamento, não é solo para qualquer um... o jeito é se contentar com os horizontes, os cinco, como diz Eddie Vedder em uma de suas mais emblemáticas canções.

Bem, já deu pra perceber que não sou fã desse estilo musical, ele roda pela mesma estrada do sertanejo brasileiro. NÃOOOOOOO... nada contra os sertanejos, sou contra a musiquinha pobremente produzida para falar da terra... nisso, os brasileiros dão de mil nos americanos. Música que vem do coração? Oras, não precisam ser country e nem sertaneja. Somos todos seres de luz e com uma história de vida que não é piegas e nem fabricada.

Mesmo não gostando do gênero, amamos nossas famílias, reverenciamos a terra, respeitamos o alimento de cada dia, mesmo ingerindo boi, mas não levamos o mesmo ao sacrifício de prendermos suas partes íntimas. Não somos cowboys! Não cantamos a terra em forma de sacrifício, não choramos amores perdidos que nos traíram com o produtor que apresenta ofertas melhores.

Estou falando como fã e defensora do rock'n'roll... country nunca foi rock, e sertanejo também não. Não sabemos domar um cavalo bravo... a vida já é difícil demais em nossa vã tentativa a termos sob controle. 

É... cantar é difícil. Cantar bem, mais difícil ainda. Alô country... nos encontramos no inferno! Mas quem estará com os bagos presos e amarrados será você. O rock'n'roll me liberta da covardia!



GOD SAVE THE ROCK'N'ROLL

Título conveniente, porém, desnecessário. Existe uma nação inteira, distribuída por todos os continentes que executam essa tarefa com vitalidade, energia, boa vontade e, porquê não falar, com amor?

O rock'n'roll é uma nação inteira. Nascido no final dos anos 40 e princípios do ano 50 ele veio para ficar e reinar soberano sobre todos os outros ritmos. Desde que foi criado, bandas daqueles tempos continuam na estrada com sucessos antológicos, trazendo em sua formação os mesmos músicos.

Não tem como não se curvar diante deste rei. O rock tem suas raízes no blues norte-americano, mas traz também em seu DNA, o country e o R&B e o gospel. Não entrarei no mérito das plantações de algodão, pois isto me obrigaria e escrever uma dissertação antropológica.

Geralmente, guitarristas dão show a parte. Normalmente, as bandas são formadas por dois ou até três guitarristas, sendo que um faz o solo da canção e outro executa a base. Alguns deles são verdadeiros virtuoses, oferecendo riffs inimagináveis, que são na maioria das vezes frases inteiras compostas para guitarra. No entanto, os riffs surgiram do jazz e do blues.

Se forçarmos a memória, é possível lembrar de uma pancada de guitarristas que foram mestres nas arte dos riffs: Angus Young, Eric clapton, Slash, Keith Richards, Steve Vai, e mais uma pancada de gênios que não vou lembrar agora.

A batida do rock traz em sua criação o blues e o country com um contratempo acentuado. Todos os elementos do rock'n'nroll trouxera à sociedade como um todo, uma mudança de comportamento, principalmente entre os jovens. Muito mais do que simplesmente um gênero musical, ele foi responsável por influenciar estilos de vida, moda, atitudes e linguagem.

E voltando ao título, mesmo não havendo necessidade, eu repito "God, save the rock'n'roll. que possamos por décadas, séculos e até milênios, beber desse vício sem medo de tudo o que ele traz impregnado em suas guitarras distorcidas e baterias enlouquecidas por uma sonoridade única!

E voltando um pouco no texto, quem foi que disse que um artista do rock não pode ser um virtuose? Acredito ter citado meia dezena deles no texto. 

Para o momento é isso... mais tarde, podendo, trago mais pérolas para quem, como eu, faz do rock'n'roll a sua sinfonia mais bela!

terça-feira, 17 de novembro de 2015

ESQUINAS MUSICAIS

As Esquinas Musicais existem em cada direção em que nossos olhares se deitam e memórias antes adormecidas, acordam e nos trazem aquela sensação de déjà vu (se pronuncia déjà vi), que é uma palavra francesa para "já vi isto".
Por que Esquinas Musicais? Porque é normal associarmos velhos acontecimentos à alguma música que ouvimos em determinados momentos. Música é nada menos que a memória afetiva que carregamos juntamente com nossas bagagens emocionais, algumas tristes, outras felizes.
A música tem o poder de trazer à tona sentimentos que julgávamos esquecidos. Ela é uma estrada. Talvez a mais poderosa de todas.
Por ser viciantes, é também um lenitivo contra o uso de drogas mais pesadas. Se todos nós temos a música, por que precisamos de outras drogas?

O propósito do blog é trazer bandas importantes no cenário musical, das mais emblemáticas até as menos conhecidas. Tem também a função de mostrar como estão acontecendo os programas musicais para uma análise sobre as songchoices de alguns artistas e avaliarmos essas escolhas. Não é intenção trazer preview dos programas, existem inúmeros blogs que já fazem isso.

O trabalho será feito com carinho, espero que apreciem. Caso queira algum material de sua banda preferida, mande-nos um recado. Infelizmente para alguns, não tenho conhecimento e nem gosto de sertanejo e coisas tão populares quanto. Minha verve situa-se entre o erudito e o bom e velho rock'n'roll. Agradeço a todos que apreciarem meu trabalho.