quinta-feira, 26 de novembro de 2015

JIM MORRISON, COMPOSITOR BRILHANTE, ARTISTA CARISMÁTICO: THE DOORS E OS FANTASMAS DE MORRISON

O SURGIMENTO DA BANDA


A dupla formada por Jim Morrison e Ray Manzarek após a leitura de alguns poemas resolveram que era hora de fundar uma banda. A eles dois, juntaram-se ainda, Robin Krieger e John Densmore. 

A ligação das composições de Morrison (que compunha praticamente todas as músicas da banda), geralmente eram viagens que ele fazia ao ler alguns poetas e escritores famosos. Aliás, seu livro de cabeceira era "As portas da percepção" (ou The doorsd of perception), de Aldous Huxley. Engana-se, no entanto, quem acha vem daí o nome da banda, na verdade, o nome foi inspirado num poema de William Blake que dizia o seguinte: "Se as portas da percepção fossem abertas, tudo apareceria como realmente é: infinito".


É interessante fazer uma analogia entre Huxley e Morrison. Como todos sabem, Huxley escreveu a maior parte do livro sob o efeito de mescalina e outras drogas. Ele costumava afirmar (o que não deixa de ser verdade), que o cérebro é um órgão tão especial que consegue erradicar de nossas mentes grande parte das informações recebidas, se isso não fosse feito, todos teríamos cérebros colapsados diante do número infinito de informações que recebemos por minuto. As portas da percepção ficam normalmente meio fechadas para a própria segurança da vida humana.


Voltando ao tema central, The Doors e Jim Morrison. Jim e Ray estudaram cinema na UCLA, Califórnia, em 1965 e o que chamava a atenção dos demais, é que o jovem Jim vivia cantarolando Moonlight drive, uma canção composta por ele. 


Apesar da banda completa, ao vivo, The Doors não tinha um baixista. Manzarek, como grande improvisador, utilizava seu teclado Fender Rhodes para fazer as vezes do baixo. Já nos discos, os baixistas variavam muito.

Seria infinitamente prazeroso e interminável escrever sobre a banda, principalmente sobre Morrison, tão emblemática e apaixonante era sua presença, e olha que eu era ainda uma criança quando ouvia suas músicas quando meu irmão mais velho estava em casa.

Além de compositor e cantor, Morrison era um grande poeta, tanto que uma das mais famosas composições é considerado um hino à Guerra do Vietnan. Assim como as letras eram a especialidade de Morrison, os arranjos mais belos e antológicos partiam de Manzarek.

The end é tão forte, visceral e o vocal poderoso de Morrison tão marcante, que seria capaz de derrubar armas e quedar soldados.



Me perdoem, mas há quem não gosta do som ao vivo, eu os prefiro por passarem mais verdade e porque temos a chance de ver e ouvir declarações que a versão de estúdio não nos permitem. Somente quem já esteve num estádio lotado sabe do que estou falando.

O primeiro contrato com uma gravadora só foi assinado em 1966. Jim era uma figura polêmica e, sobretudo, cantava o que queria como queria. Seu temperamento chocava com suas letras, quando, por exemplo, num trecho de The End, ele usa a base de uma tragédia grega (Édipo Rei), na qual o protagonista mata o pai e faz sexo com a mãe.

Jim Morrison declarou certa vez que um dos eventos mais importantes da sua vida aconteceu em 1947, quando viajava com sua família e ele tinha apenas 4 anos de idade:

"A primeira vez que descobri a morte… eu, os meus pais e os meus avós, íamos de automóvel no meio do deserto ao amanhecer. Um caminhão carregado de índios, tinha chocado com outra viatura e havia índios espalhados por toda a auto-estrada, sangrando. Eu era apenas uma criança e fui obrigado a ficar dentro do automóvel enquanto os meus pais foram ver o que se passava. Não consegui ver nada – para mim era apenas tinta vermelha esquisita e pessoas deitadas no chão, mas sentia que alguma coisa se tinha passado, porque conseguia perceber a vibração das pessoas à minha volta, então de repente apercebi-me que elas não sabiam mais do que eu sobre o que tinha acontecido. Esta foi a primeira vez que senti medo… e eu penso que nessa altura as almas daqueles índios mortos – talvez de um ou dois deles – andavam a correr e aos pulos e vieram parar à minha alma, e eu, apenas como uma esponja, ali sentado a absorvê-las." (thecho retirado da Wikipédia)

A mesma música ainda ganhou uma nova versão de mais de 11 minutos, e ainda gravaram um vídeo dirigido por Morrison e Manzarek para a música Break on Through, podendo ser reconhecido como um dos primeiros no mercado mundial de vídeos.



É complicado escrever num único post sobre uma banda de vida tão curta, mas tão repleta de eventos e acontecimentos, por isso, tento colocar aqui os fatos que considero mais relevantes. Os fãs conhecem absolutamente tudo sobre essa banda sensacional, amada em todos os cantos do mundo. E cultuada até hoje por outras grandes bandas.

Até hoje, Light my fire é considerado um hit que foi hit em 1967... me perdoem a repetição do termo, é que não existe outra palavra para usar ao falar da música. As rádios mais populares podavam os solos de teclado por o considerarem longos demais, diante disso, The Doors juntamente com The Grateful Dead e O Jefferson Airplane, passaram a ser vistos com o triunvirato da contracultura rock and roll americana.



Morrison passou a se destacar como sexsymbol, o que incomodava os outros componentes e a ele próprio. Na época, a censura obrigava as bandas mudarem muitos versos das originais. Morrison aceitou, a princípio, mas na hora, como um chute no balde, mandou os versos originais da música em vídeo acima. O resultado foi a proibição de tocarem novamente num dos programas mais populares da época.

Em 1967, Jim Morrison é preso por agredir um agente da lei. Na época, o consumo de drogas somada a companhia de diversas prostituas, Morrison sofreu com as notícias e a mídia que era uma constante seguindo seus passos.

Como tudo na vida muda, principalmente na vida de grandes astro dos rock, com The doors não foi diferente. Lentamente, de ídolos com uma veia underground, cairam nas graças dos adolescentes, fazendo capas de revistas como Sexteen. Sem contar que as performances já não causavam a polêmica. Enquanto isso, Morrison se entregava ao vício do álcool

O adeus à contracultura aconteceu com o descaracterizado "Waiting for the sun". Apesar do disco ter estourado nas paradas e alcançado o primeiro lugar da Billboard com a canção Helo, I love you, o dinheiro chegou rápido e muitos artistas não resistiram, porém Morrison, continuava compondo e não freava o sucesso da banda, pois ela possuía um louco à frente.

Morrison foi novamente preso, dessa vez por obscenidade, o ano era 1969, e Morrison ameaçava mostrar a genitália no palco, papo desmentido por Manzarek. O problema é que a multidão foi à loucura e teve parte do palco danificado.



Em 29 de agosto, o grupo conseguiu marcar presença no importante festival Isle of Wight Festival, que ocorreu em 29 de agosto. No palco só existiam músicos monstruosos como Jimi Hendrix, The Who, Joni Mitchel, Miles Davis.

Aos 27 anos, o insano maravilhoso e rebelde gravou ainda uma tonelada de poemas loucos e alucinantes. Eles eram tão ricos quanto confusos. Poucos entendem a cabeça de um músico do rock and roll. Geralmente são insanas e generosas. São privilegiados os músicos que conseguem fazer parte de um time de gigantes e cá entre nós, vivemos num mundo medíocre para entender mentes tão geniais.

Em 1971, com o lançamento de L.A. Woman, o grupo volta a fazer parte da nata do rock, retornando à alma rhtym'n'blues original. As canções Love her madly e Riders on the storm explodem nas paradas amaricanas e são executadas até os dias atuais.



Ainda em 71, Morrison sai em viagem com a namorada para a admirada Paris, considerada por ele o lugar ideal para compor, pois era ela a cidade em que era possível respirar cultura. foi justamente em Paris que Morrison gravou ao lado de dois músicos de rua que conheceu durante uma de suas bebedeiras. O resultado desse fato inusitado seria lançado apenas em 1994, que em sua tradução do francês significa As gravações perdidas de Paris.


Jim Morrison era trágico e dramático, era como funcionava sua genialidade já cheia de álcool e drogas. Foi mais um entre tantos, encontrado morto pela namorada. "Provável vítima da heroína, Morrison morreu solitário em uma banheira em um apartamento em Paris. Provável porque, como nenhuma autópsia foi realizada, a causa foi apontada como falência do coração por abuso de drogas. O poeta do rock n’ roll vivia constantemente chapado e depressivo e, claro, a banda não aguentou o ritmo. Aqui e ali foi acusado de gestos obscenos e profanação. “As pessoas temem mais a morte que a dor. É estranho. A vida machuca mais que a morte. Quando morremos, a dor acaba. Acho que é uma amiga.” (retirado de Obvius - Distração planejada: Entretenimento direcionado para preencher a mente. Recomendo a leitura do blog, é ótimo).

CURIOSIDADE

Muitos rumores existem àcerca de fantasmas de Jim Morrison, se são verdadeiras, não sei, mas quem sou eu para negar algo a respeito de Morrison. Acredito até mesmo que ele era de outro planeta e que foi chamado de volta por ter deixado já o seu recado aqui e faz as suas aparições para quem merece de vez em quando. 

Em 1997, Brett Meisner, historiador do Rock, fez uma visita à famosa tumba de Jim Morrison, vocalista do The Doors falecido em 1971, localizada no "cemitério pop" Pére Lachaise (Onde ainda pode-se visitar as tumbas de Oscar Wilde ou de Chopin) em Paris.

Como todo bom especialista em Rock, ele não poderia deixar de bater uma foto diante do túmulo da famosa lenda da música. Pediu a um amigo que batesse sua foto, revelou-a e seguiu feliz sua vida.

Até 2002, quando um assistente notou algo peculiar na foto. Retirou-a de onde quer que ela estivesse e indicou o fato a Meisner; ele não estava tecnicamente sozinho na foto:



Em 2007, Densmore revelou que adoraria ter Eddie Vedder nos vocais para substituir Morrison. Mais tarde, porém, mudou de ideia com as seguintes palavras: "As minhas palavras, meu, as minhas palavras. (...) Eu gosto de qualquer reação que se possa ter com a minha música. Qualquer coisa que ponha as pessoas a pensar. Eu quero dizer que se conseguir pôr uma sala cheia de gente drogada, bêbada pensando e discutindo, então a missão está sendo cumprida". Esse era Morrison, impossível ser substituído... (retirada da Revista Rock in History, v.1, Nova Sampa Diretriz Editora Ltda)

Peço perdão por ter recorrido à várias fontes para escrever a matéria, mas durante a vida de The Doors eu era ainda muito pequena para guardar memórias minhas. E música, é sobretudo, memória. Uma memória indiscutivelmente poderosa demais para falar sem vivenciá-la em sua época.

Acho que vale muito a pena uma palhinha com Eddie Vedder fazendo um cover de Jim Morrison. Um era lindo, o outro é lindo. Mas não é só por isso, é pelo talento incontestável de ambos.



Fontes citadas, pedido de alguém especial atendido, uma tentativa feliz de escrever sobre um gênio que bebeu da vida até seu último gole. Acho que é uma missão quase que completamente cumprida.

sábado, 21 de novembro de 2015

BANDA BEM SUCEDIDA, LÍDER TALENTOSO E TRÁGICO: ALICE IN CHAINS

Ao lado de Pearl Jam, Nirvana e Soundgarden, o Alice in Chains pode ser considerada a banda mais bem sucedida do cenário grunge, mesmo tendo introduzido em seu som outros elementos, como o heavy metal e o hard rock. Seu repertório leva também uma boa pitada de pós-punk.

A banda nunca se separou e manteve sua formação original até a trágica morte do carismático, lendário, talentoso Laney Staley, ocorrida no ano 2000, decorrente de danos causados pelo uso prolongado de drogas.

De todos os talentos perdidos no mundo do rock, talvez o de Laney tenha sido o mais sentido e doloroso. Sua genialidade era incontestável e seu talento, motivo do sucesso em larga escala.

É difícil falar de Laney sem sentir um aperto na boca do estômago e uma dor no peito. A voz melancólica junto das letras eram capazes de encher de lágrimas os olhos do mais alpha de todos os machos.


Em 1987, o guitarrista Jerry Cantrell, conheceu Laney numa festa em Seatle. No época, Laney tinha o riso fácil e magicamente concentrava em si a atenção de todos os presentes em qualquer lugar em que estava. Com um enorme coração, levou Cantrell para sua casa, já que o mesmo não teria onde ficar.

Primeiramente, Cantrell convidou Laney para cantar em sua banda de glam metal chamada Diamond Lie, Laney aceitou, já que tinha saído de sua banda que era do mesmo gênero. Juntou-se aos dois, Mike Starr, mais conhecido como Jerry e que seria o último a ver Laney com vida. Jerry morreu poucos anos depois, que Laney, vítima de overdose, carregando para si o peso da culpa pela morte do grande amigo. Culpa essa infundada, apesar da aparência preocupante de Laney, Jerry cumpriu a promessa de não chamar socorro. Um ato de lealdade que de alguma forma une os artistas do rock and roll.


Juntou-se ao trio, o baterista Sean Kinney. No início, a banda fazia apenas covers de outras bandas e não levava o projeto muito a sério, somente após um ano, é que a banda recebeu o nome Alice n' Chains, que era o nome da antiga banda de Laney Staley.

No início, a banda viajava em turnê acompanhando Iggy Pop fazendo apresentações que pouco chamavam atenção, mesmo depois de já terem lançado "Dirt" e a belíssima "Rooster".




Homens andando com suas metralhadoras
Eles cospem em mim na minha terra natal
Gloria me mandou fotos do meu menino
Tenho minhas pílulas contra o mosquito da morte
Meu amigo está dando seus últimos suspiros
Deus, você não vai me ajudar a sobreviver a isso?

Em 1990, a banda grava seu primeiro EP oficial, e a faixa título é seu carro chefe e foi uma preparação para o próximo trabalho, "Facelift". Em 1992, os rapazes gravam em apenas dois dias um álbum acústico com as participações de músicos consagrados, como Ann Wilson, Chris Cornell, Mark Arm.

"Would?" trouxe sucesso à banda ao fazer parte do filme Vida de solteiro, quando a banda fez uma participação tocando o hit.

Em 1994, surgiram os primeiros rumores sobre o envolvimento de Laney com as drogas, já desmarcando shows e turnês.

Entre 1995 e 1997, Laney gravou com  Mike McCready, do Pearl Jam e o baterista do Screamming Trees, Barret Martin, o álbum Above, usando o nome Mad Season, um dos mais lindos álbuns já gravados, porém, considerado underground demais.


O estilo melancólico e a tristeza de Laney, o garoto que esperava que o pai o procurasse se ele conquistasse a fama, está presente na faixa "Wake up". O filho conquistou fama, admiração e uma legião de fãs, mas seu pai nunca apareceu.



O Alice in Chains voltou a se reunir em 1995 com o álbum de mesmo nome e mais uma vez, a banda não conseguiu sair em turnê, confirmando os rumores do estado de saúde comprometido de Laney devido ao uso cada vez mais frequente de drogas. Este foi o último álbum gravado com o vocalista, além do acústico MTV, em 1996, quando já era possível ver o estado de fraqueza do músico.

Em 1996, com a morte da noiva, Demri Parrot, Laney tornou-se um recluso, raramente saindo de seu apartamento em Seatle.

Em 20 de abril de 2002, Laney foi encontrado em seu apartamento. Uma cena que chocou o amigo Cantrell.

Em entrevista em 20 de dezembro de 2001, Staley falou sobre o estrago causado por seu vício em heroína: "eu não estou usando drogas pra ficar chapado, ao contrário do que muitas pessoas pensam. Eu sei que eu cometi um grande erro quando eu comecei a usar essa merda. É muito difícil de explicar. Meu fígado não funciona mais e eu vomito e passo mal o tempo todo. A dor é mais do que eu posso aguentar. É a pior dor do mundo. Meu corpo inteiro dói".

Quatro meses após a entrevista, Laney deixou esse plano e partiu para outro. A última declaração dada à imprensa mexe com nossos corações.

É bem provável que esses dois estejam juntos cantando lindas canções, afinal, não consigo imaginar a morte como o fim de tudo e seja lá para onde vamos, não é um lugar que possa faltar música.

(Post dedicado a uma pessoa muito especial e amada que é fã da banda e principalmente de Laney)









GENEROSIDADE EM DURAÇÃO DE SHOW E AJUDA À MARIANA

Eddie Vedder e o Pearl Jam são gigantes no que diz respeito à generosidade. Durante show realizado em Minas, Eddie leu um pequeno, porém incisivo manifesto em apoio à cidade de Mariana e adjacências:

"É duro quando grandes empresas usam e abusam de terras apenas para lucrar sem nenhum respeito pelo meio ambiente. Acidentes tiram vidas, destroem rios e, ainda assim, eles conseguem lucrar. Esperamos que eles sejam punidos, duramente punidos e cada vez mais punidos para que nunca esqueçam o triste desastre causado por eles", disse.

Eddie Vedder falou também que o cachê do show da banda será doado às vítimas, e eles pretendem criar um fundo de assistência aos atingidos pelo desastre.
Um vídeo do pronunciamento do vocalista pode ser visto mais abaixo e também no link a seguir, com mais informações sobre o show e a iniciativa da banda.





Mantenha a fonte ao citar o texto: Pearl Jam: cachê será doado às vítimas de Mariana; veja discurso http://whiplash.net/materias/news_797/234073-pearljam.html#ixzz3s9Ot9ibE
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Mantenha a fonte ao citar o texto: Pearl Jam: cachê será doado às vítimas de Mariana; veja discurso http://whiplash.net/materias/news_797/234073-pearljam.html#ixzz3s9OQSpjd 
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sexta-feira, 20 de novembro de 2015

CONFISSÃO DE UMA BLOGUEIRA

Com pouco tempo de vida do blog, acho que já ficou claro que sou uma fã apaixonada pelo grunge e por Eddie Vedder, claro, também do Pearl Jam. Claro que não poderia ser diferente, sua voz diferenciada e seu talento não podem ser desprezados, e nem ele, seu lindo!

E quer saber? Nem ligo por ele ser baixinho. 








UM ÁLBUM, UM TRIBUTO E UMA LINDA PARCERIA: TEMPLE OF THE DOG

Era o ano de 1990 e o mundo assistiu a um acontecimento que apenas roqueiros apaixonados poderiam entender e que só aumentou o brilhantismo grunge. Chris Cornell, vocalista do Soundgarden, em uma homenagem ao amigo Andrew Wood, se une aos membros do Pearl Jam e gravaram seu único álbum, o belíssimo Temple of the dog, que apesar das críticas positivas não gravaram mais nenhum álbum.

Do aclamado álbum, três músicas viraram hits: Hunger Strike, Say Hello 2 Haven e Pushin Forward Back. A banda foi formada por nada menos que Chris Cornell (compositor, guitarra, vocal), Eddie Vedder (vocal (dueto), vocal de apoio), Mike McCready (guitarra líder), Stone Gossard (compositor, guitarra rítmica), Jeff Ament (baixo, compositor), Matt Cameron (bateria).

Infelizmente, apesar das críticas super positivas, somente após o sucesso do Pearl Jam, com o álbum Ten, é que recebeu a devida notoriedade e reconhecimento.

Após a gravação do álbum, Chris Cornell e Matt Cameron voltaram ao Soundgarden, que teve seu final em 1997. Em 1998, Matt Cameron passa a ocupar oficialmente a bateria do Pearl Jam.

Para finalizar, a matéria não ficaria completa se eu não postasse a linda canção Hunger Strike com Cornell e Vedder dividindo os vocais.



A ROUPA DA MELANCOLIA: O GRUNGE - DESPOJADO E LARGADO

Tenho escolhido estas vestes já há algum tempo. Pelo conforto, pela simples necessidade de me sentir confortável e também traduzir meu estado de espírito. Só não sou sujinha... rsrsrs. Risos à parte, quem melhor para ilustrar a primeira matéria do que Eddie Vedder (paixão platônica assumida). claro, os outros rapazes também merecem destaque, afinal, Eddie Sozinho, soa meio assim... Eu sem Eddie é o mesmo que macarrão sem queijo.

Vamos ao que interessa, eles estão no Brasil e, causando... coisas de rockstar. Lotando arenas, com público cantando cada uma de suas músicas e pasmem, oferecendo espetáculos com mais de três horas e voltando sempre para dois bis, completando uma playlist com mais de 30 músicas. É muito generosidade, não é mesmo.
O Pearl Jam é uma das bandas mais amadas do mundo, e graças aos deuses e deusas e toda e qualquer outra divindade, sem nenhuma morte trágica para abalar o cenário muitas vezes triste do rock and roll com vidas tão jovens sendo ceifadas pelas drogas, que diga-se de passagem, é alimentada pelo pequeno consumidor... vou jogar essa roupa fora porque ela não cabe nesse armário.

O grunge é considerado um subgênero do rock alternativo (não sei bem o porquê dessa palavra, uma vez que o próprio rock and roll já é alternativo em suas raízes... uma alternativa contra a intolerância da sociedade conservadora).


Apesar de grande em seu legado, algumas mentes estúpidas dão ao Kurt Cobain a alcunha de "pai do grunge". Oras, todo bom roqueiro sabe que as raízes do grunge pertencem ao Mudhoney. O cenário do grunge, foi Seatle, cidade em que músicos se ressentiam por darem destaque às cidades de Los Angeles e Nova York. 

Infelizmente, poucas são as bandas grunge que sobrevivem até hoje. Apesar da morte prematura de Laney Staley e Kurt Cobain, o Alice in Chains, Nirvana, Soundgarden e Pearl Jam ainda respiram e continuam fazendo sucesso. 

Este post terá várias continuidades e em cada uma delas, trarei uma banda específica para ilustrar a matéria.

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

DE BODE, NUMA LOUCA PAIXÃO POR EDDIE VEDDER


Uma pausa no dia. Estou curtindo uma paixão platônica pelo Eddie ao som de Nothing As it Seems


Até a próxima!


quarta-feira, 18 de novembro de 2015

A ESTRUTURA MUSICAL DO ROCK'N'ROLL

Já demos uma pincelada no assunto, porém, gostaria de registrar outros fatores. Normalmente o rock é formado por três acordes, um poderoso contratempo e uma melodia arrebatadora, insinuante, estimulante e provocadora, além de muito jovial.

O rock'n'roll é envolvente e apenas quem gosta e é adepto, consegue entender o porquê de tanta paixão por este gênero. Prefiro utilizar o termo gênero por considerar "ritmo" uma métrica de toda e qualquer música.

Apesar da pulsação da música ser orientada através da bateria e seu ritmo, eu vou um pouco mais longe e afirmo que o baixo não é apenas um instrumento de cordas, ele é também um instrumento de percussão. Doideira minha? Sei que por causa dessa observação muitos que entendem de música infinitamente mais do que eu, vão desenterrar a guilhotina e fazer uso dela. Mas vou dizer o porquê dessa minha humilde conclusão. 

Apesar da bateria estar presente o tempo todo marcando o ritmo da música, ou seja, a pulsação, é o baixo que sempre estará presente nos falando ao coração... nunca se esqueçam, o baixo está sempre em conformidade com a bateria, porém, é ele que dá o tom do pulso da música.

Aceitarei as reprimendas oriundas das minhas elucubrações, mas se precisar e estiver disposto a me fazer mudar de ideia, que me apresentem argumentos poderosos, eu sou muito teimosa, mas sou flexível no reconhecimento de um erro quando me apresentam argumentos plausíveis.
Infelizmente não localizei o nome do autor da obra. Se alguém souber, peço que me comuniquem. Obrigada!



SEJA COUNTRY OU SERTANEJO, NÃO IMPORTA. O SOM DA HORA SEMPRE SERÁ O ROCK'N'ROLL

Que vontade de abandonar Nashiville e fazer paradas em Nova York, Los Angeles, Seatle e até mesmo, a longínqua Londres, lugar em que todos querem fazer sucesso. Lamento, não é solo para qualquer um... o jeito é se contentar com os horizontes, os cinco, como diz Eddie Vedder em uma de suas mais emblemáticas canções.

Bem, já deu pra perceber que não sou fã desse estilo musical, ele roda pela mesma estrada do sertanejo brasileiro. NÃOOOOOOO... nada contra os sertanejos, sou contra a musiquinha pobremente produzida para falar da terra... nisso, os brasileiros dão de mil nos americanos. Música que vem do coração? Oras, não precisam ser country e nem sertaneja. Somos todos seres de luz e com uma história de vida que não é piegas e nem fabricada.

Mesmo não gostando do gênero, amamos nossas famílias, reverenciamos a terra, respeitamos o alimento de cada dia, mesmo ingerindo boi, mas não levamos o mesmo ao sacrifício de prendermos suas partes íntimas. Não somos cowboys! Não cantamos a terra em forma de sacrifício, não choramos amores perdidos que nos traíram com o produtor que apresenta ofertas melhores.

Estou falando como fã e defensora do rock'n'roll... country nunca foi rock, e sertanejo também não. Não sabemos domar um cavalo bravo... a vida já é difícil demais em nossa vã tentativa a termos sob controle. 

É... cantar é difícil. Cantar bem, mais difícil ainda. Alô country... nos encontramos no inferno! Mas quem estará com os bagos presos e amarrados será você. O rock'n'roll me liberta da covardia!



GOD SAVE THE ROCK'N'ROLL

Título conveniente, porém, desnecessário. Existe uma nação inteira, distribuída por todos os continentes que executam essa tarefa com vitalidade, energia, boa vontade e, porquê não falar, com amor?

O rock'n'roll é uma nação inteira. Nascido no final dos anos 40 e princípios do ano 50 ele veio para ficar e reinar soberano sobre todos os outros ritmos. Desde que foi criado, bandas daqueles tempos continuam na estrada com sucessos antológicos, trazendo em sua formação os mesmos músicos.

Não tem como não se curvar diante deste rei. O rock tem suas raízes no blues norte-americano, mas traz também em seu DNA, o country e o R&B e o gospel. Não entrarei no mérito das plantações de algodão, pois isto me obrigaria e escrever uma dissertação antropológica.

Geralmente, guitarristas dão show a parte. Normalmente, as bandas são formadas por dois ou até três guitarristas, sendo que um faz o solo da canção e outro executa a base. Alguns deles são verdadeiros virtuoses, oferecendo riffs inimagináveis, que são na maioria das vezes frases inteiras compostas para guitarra. No entanto, os riffs surgiram do jazz e do blues.

Se forçarmos a memória, é possível lembrar de uma pancada de guitarristas que foram mestres nas arte dos riffs: Angus Young, Eric clapton, Slash, Keith Richards, Steve Vai, e mais uma pancada de gênios que não vou lembrar agora.

A batida do rock traz em sua criação o blues e o country com um contratempo acentuado. Todos os elementos do rock'n'nroll trouxera à sociedade como um todo, uma mudança de comportamento, principalmente entre os jovens. Muito mais do que simplesmente um gênero musical, ele foi responsável por influenciar estilos de vida, moda, atitudes e linguagem.

E voltando ao título, mesmo não havendo necessidade, eu repito "God, save the rock'n'roll. que possamos por décadas, séculos e até milênios, beber desse vício sem medo de tudo o que ele traz impregnado em suas guitarras distorcidas e baterias enlouquecidas por uma sonoridade única!

E voltando um pouco no texto, quem foi que disse que um artista do rock não pode ser um virtuose? Acredito ter citado meia dezena deles no texto. 

Para o momento é isso... mais tarde, podendo, trago mais pérolas para quem, como eu, faz do rock'n'roll a sua sinfonia mais bela!

terça-feira, 17 de novembro de 2015

ESQUINAS MUSICAIS

As Esquinas Musicais existem em cada direção em que nossos olhares se deitam e memórias antes adormecidas, acordam e nos trazem aquela sensação de déjà vu (se pronuncia déjà vi), que é uma palavra francesa para "já vi isto".
Por que Esquinas Musicais? Porque é normal associarmos velhos acontecimentos à alguma música que ouvimos em determinados momentos. Música é nada menos que a memória afetiva que carregamos juntamente com nossas bagagens emocionais, algumas tristes, outras felizes.
A música tem o poder de trazer à tona sentimentos que julgávamos esquecidos. Ela é uma estrada. Talvez a mais poderosa de todas.
Por ser viciantes, é também um lenitivo contra o uso de drogas mais pesadas. Se todos nós temos a música, por que precisamos de outras drogas?

O propósito do blog é trazer bandas importantes no cenário musical, das mais emblemáticas até as menos conhecidas. Tem também a função de mostrar como estão acontecendo os programas musicais para uma análise sobre as songchoices de alguns artistas e avaliarmos essas escolhas. Não é intenção trazer preview dos programas, existem inúmeros blogs que já fazem isso.

O trabalho será feito com carinho, espero que apreciem. Caso queira algum material de sua banda preferida, mande-nos um recado. Infelizmente para alguns, não tenho conhecimento e nem gosto de sertanejo e coisas tão populares quanto. Minha verve situa-se entre o erudito e o bom e velho rock'n'roll. Agradeço a todos que apreciarem meu trabalho.